Projetos em andamento

Sementes do Futuro

O projeto Sementes do Futuro, desenvolvido pela Anglo American em parceria com o Instituto Rupestris, a COOPEAG (Cooperativa de Produtores Rurais de Niquelândia) e o Instituto Tiradentes, tem como foco a restauração ecológica e a inclusão social.

A iniciativa contempla a recomposição de 168 hectares de vegetação nativa do Cerrado, em Niquelândia (GO), com o plantio de mais de 350 mil mudas de espécies nativas do Cerrado. As mudas foram produzidas diretamente pela comunidade local, com destaque para as famílias do Quilombo do Muquém, que participaram ativamente da capacitação, coleta de sementes e  produção de mudas.

Além da recuperação ambiental, o projeto promove capacitação técnica, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais, fortalecendo a agricultura familiar e o protagonismo comunitário. Foram beneficiados 30 produtores e capacitados dos quais 15 se consolidaram como produtores, resultando em um modelo de restauração que alia conservação ambiental e desenvolvimento social.

Capacete de Ouro
Compromisso com a segurança no trabalho.
Família beneficiada
A comunidade local participou ativamente da capacitação, coleta de sementes e produção de mudas.
Área de implantação das mudas
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Conservação e Resgate de Flora - Serra do Gandarela

Em parceria com a Ferro Puro Mineração, universidades e instituições de pesquisa, o Instituto Rupestris coordena ações integradas de conservação da flora em áreas de canga e campo rupestre no entorno do Parque Nacional da Serra do Gandarela (MG).

O projeto busca a preservação de espécies ameaçadas por meio de prospecção, resgate, conservação genética, reintrodução e apoio a coleções botânicas. As atividades incluem modelagem de habitat, coleta de sementes, avaliação demográfica de populações vegetais e desenvolvimento de protocolos de propagação e manejo.

 

Até o momento, já foram estudadas 55 espécies, com o resgate de 33 mil indivíduos e a reconstituição de 40 hectares de campo rupestre, utilizando técnicas inovadoras de nucleação, biofilme e indução de laterização. Os resultados contribuem para a ciência, a conservação e o cumprimento das estratégias de compensação ambiental.

Governança Territorial e Restauração com Inclusão Social

Com financiamento do Governo do Canadá, por meio do Global Forest Leadership Program, em parceria com o IEF (Instituto estadual de florestas) o projeto promove ações de restauração ambiental e fortalecimento comunitário em municípios do entorno da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Santa Luzia, Taquaraçu de Minas e Sabará).

A iniciativa envolve diagnósticos socioambientais participativos, capacitações em sistemas agroflorestais, viveiros comunitários e produção de sementes e mudas nativas e frutíferas. O foco está na inclusão produtiva de mulheres e jovens, na valorização do conhecimento local e no fortalecimento da governança territorial.

 

Foram implantadas 7 unidades demonstrativas de agrofloresta, beneficiando diretamente 126 pessoas, das quais 81 são mulheres e jovens. O projeto conecta comunidades locais às redes Internacional e Latino-Americana de Bosques Modelo, ampliando oportunidades e integração regional.

Capacitação dos produtores
Nosso botânico Otávio instruindo os produtores da região
Roda de conversa entre moradores e representantes do IRPS e IEF
Capacitação em sistemas agroflorestais, viveiros comunitários e produção de mudas nativas e frutíferas
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Doce Flora

O projeto Doce Flora, em parceria com o FUNBIO e o Centro de Conhecimento da Biodiversidade, busca ampliar o conhecimento sobre a ecologia e a conservação de espécies ameaçadas da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e Espírito Santo.

São estudadas 8 espécies prioritárias e 22 espécies-modelo, com foco em abundância, estrutura populacional, genética, ecofisiologia e interações ecológicas. Entre as metodologias aplicadas estão análises de DNA (RADseq), modelagem de distribuição de espécies (MaxEnt) e estudos de germinação, predação de sementes e diversidade de fungos simbióticos.

Os resultados esperados incluem a caracterização detalhada das espécies-alvo, mapas de distribuição atuais e futuros, protocolos de conservação e dados para revegetação, contribuindo para a restauração da Bacia do Rio Doce e para políticas de conservação da biodiversidade.

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Espécies Ameaçadas de Campo Rupestre

Realizado em parceria com a Samarco e a Universidade Federal de Viçosa, o projeto investiga a flora ameaçada do Complexo Germano e áreas de campo rupestre no entorno.

A iniciativa contempla prospecção, coleta de sementes, conservação genética, propagação e reintrodução de plantas, com foco especial na espécie endêmica Agalinis marianensis. O trabalho envolve a elaboração de protocolos de manejo, criação de banco de germoplasma e produção de mudas para reintrodução.

 

Até o momento, já foram realizadas 17 campanhas de campo, com o mapeamento de 400 indivíduos de 4 populações distintas e a implementação de 4 experimentos de propagação e reintrodução. Esses avanços fortalecem a base científica para a conservação e apoiam estratégias de compensação ambiental.

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Formação e Capacitação Ambiental

Em parceria com o IBRAM e a Agropós, o Instituto Rupestris apoia a estruturação e execução de cursos e treinamentos em sustentabilidade e meio ambiente voltados a profissionais da mineração, academia, setor público e sociedade civil.

Os programas incluem cursos de pós-graduação, aperfeiçoamento técnico, minicursos e eventos temáticos, abordando restauração, conservação, produção sustentável e inovação em gestão ambiental.

 

Até agora, o projeto já estruturou cursos de pós-graduação, minicursos no Exposibram e eventos de recuperação ambiental, em parceria com a Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas (SOBRADE).

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Coleções Botânicas

O Instituto Rupestris apoia o INHOTIM na identificação de plantas, desenvolvimento de pesquisas, publicação de estudos e fortalecimento de coleções botânicas.

A iniciativa promove o compartilhamento de material botânico proveniente de diferentes parcerias, ampliando o acervo científico e a conservação ex situ de espécies raras da flora mineira.

Esse trabalho fortalece o papel do INHOTIM como referência internacional em biodiversidade, arte e ciência, contribuindo para a preservação da flora nativa e para a disseminação de conhecimento.

Além disso, o instituto possui coleção própria em catalogação, com mais de 1700 plantas.